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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

18
Jan18

Aos 90 anos ainda devo conseguir ser espantalho.

Eu

O nosso governo achou por bem aumentar a idade da reforma para os 66 anos e cinco meses.

Será que acham mesmo que a medida é uma boa medida? Que faz sentido? Uma pessoa com 66 anos pode ainda ser muito válida para muita coisa, que é certamente, mas já fez a sua obrigação enquanto trabalhador e enquanto contribuinte para os cofres do estado.

Muitas das pessoas que agora estão na casa dos 60 anos começaram a trabalhar ainda miúdos, alguns com pouco mais de 10 anos. Vamos obrigar esta gente a trabalhar mais? 

 

Aos 66 as pessoas já merecem descanso há muito tempo. Em muitas profissões, aos 66 o rendimento já não é o mesmo. A paciência não é a mesma. A genica não é a mesma. E os serviços e a qualidade dos serviços acabam por pagar a fatura. 

As pessoas, que trabalharam a vida toda, merecem ter tempo para aproveitar a vida que lhes resta com qualidade, antes de começarem as dores e as doenças. Merecem ter tempo para aproveitar o sol do Algarve como fazem os ingleses. Merecem ter tempo para aproveitar para conhecer o mundo. Merecem ter tempo para aproveitar os netos enquanto ainda conseguem saber se o leite do biberão está demasiado quente ou não. E aproveitar os quintais, os terrenos, a casa que compraram. 

Interrogo-me ainda, se esta medida vai abranger toda a gente, ou se ficarão de fora aqueles cargos, cujo trabalho dificil de pegar na caneta e assinar papéis com leis tão inteligentes como esta, faz com que se reformem ao fim dos mandatos. É que me parece que uns são filhos da mãe e outros são filhos da outra senhora. 

Mas, se a ideia é obrigar as pessoas a trabalhar até cairem para o lado, então que tal alargarem a idade um bocadinho mais? Falando por mim, e só por mim, aos 70 e aos 80 ainda devo conseguir, espero eu, fazer alguns recados, talvez uma espécie de estafeta, fazer companhia a alguém ser uma espécie de "dama de companhia", abrir e fechar portas e ser, talvez, porteiro. E aos 90 posso sempre ser espantalho no meio de uma qualquer seara de trigo. Fica a dica, tratem lá de arranjar carreiras contributivas para isto. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...Esta gente que faz as leis e que as aprova, ia durante 6 meses trabalhar a sério, para verem se aumentar a idade da reforma é uma boa ideia. 

 

18
Jan18

Aleluia. Os manos vão a tribunal.

Eu

Finalmente uma notícia que não me faz ter vontade de mandar no assunto. Já não era sem tempo. 

Os irmão iraquianos, filhos do ex embaixador, que em Agosto de 2016 espancaram um rapaz vão, finalmente, a tribunal acusados de homicídio na forma tentada. 

Espanta-me! Estava mesmo à espera que este filme acabasse de forma diferente. Talvez arquivado e arrumado numa qualquer gaveta. 

Esta notícia faz-me acreditar um bocadinho mais na nossa justiça. Afinal, parece que o dinheiro e as posições sociais, não chegam para tudo. Felizmente não chegam para tapar tudo e comprar tudo. Felizmente. 

Não posso dizer que não tenha nada a apontar ao rapaz que foi espancado, aos pais que deveriam ter tomado conta do filho ou às circunstâncias em que a coisa aconteceu, mas vou deixar para lá. Desta vez, não digo nada. 

 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

....A culpa não morria, nunca, solteira. 

17
Jan18

O que calça o vizinho de cima?

Eu

Tem de ser. Com estas coisas não se pode brincar e ter um vizinho de cima que não calça os sapatos certos para ter em casa pode ser uma grande dor de cabeça. A pergunta tem de ser respondida antes de se comprar uma casa. 

Os vendedores de imóveis e as agências imobiliárias devem incluir, na lista de informações sobre as casas, o tipo de sapatos que usa o proprietário do andar de cima. Não há nada mais irritante do que estar em casa e ouvir o toc toc dos saltos da vizinha ou o sapateado do vizinho do andar de cima.

Assim, sugiro que ao lado da indicação do número de quartos, das áreas, do tipo de imóvel, apareça também um quadradinho que indique o que calça o vizinho de cima. E se o vizinho de cima andar 20 horas do dia de saltos altos, a casa até pode ter uma bela área, um bom preço e uma excelente vista, mas é um péssimo negócio.

Confesso que os sapatos dos meus vizinhos têm ocupado algum tempo dos meus pensamentos. Não cabe na minha cabeça como é que alguém chega a casa e se mantém durante horas, e até altas horas, de sapatos altos calçados. Será que não têm os pés cansados? Dores de costas? Vontade de descer à altura normal? Qualquer coisa que os faça descalçar, ou calçar umas pantufas fofas e silenciosas. Não é que o barulho seja muito, mas aquele toc toc toc a passear de divisão em divisão é um barulho que entra para o cérebro. Que fica ali, colado aos neurónios, e não dá para desligar. E enerva! E quanto mais tarde fica, mais se ouve e mais enerva. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...as casas vinham equipadas com Ar Condicionado, domótica e pantufas. Isso, ou tampões para os ouvidos. 

 

 

16
Jan18

O problema do Supernanny é outro.

Eu

Não vi o episódio e não tenciono ver, mas depois de tudo o li sobre o assunto arrisco-me a dizer que o problema do programa está nos pais, não está nos filhos.

Desde a estreia do programa que se levantam vozes sobre a exposição mediática a que as crianças são sujeitas, sobre os danos que daí podem surgir, sobre o papel da suposta nanny e por aí fora, numa lista que já vai longa. Mas cá para mim todos estes problemas estão longe, mas longe, do problema real. 

Para mim, o problema real está nos pais. Quando há pais que a troco de 1000 € (parece que foi isso que receberam) aceitam mostrar ao país a sua incapacidade para desempenhar o papel de pais, aí é que está o problema. Quando pensam que estão a mostrar as birras dos filhos e na verdade o que mostram é a sua incapacidade para lidar com elas, aí é que está o problema. Quando acham que mostram as respostas tortas dos filhos e não percebem que o que estão a mostrar é a educação (ou falta dela) que lhes deram, aí é que está o problema.

O problema não está nos filhos, está nos pais.

Os pais é que há muito se demitiram da função de serem pais. Os pais é que trocaram a sensatez pela pedagogia. Os pais é que passaram a ter medo de serem pais e de desempenhar o seu papel. Os pais é que passaram a querer ser "os melhores amigos" e se esqueceram que para isso existem os colegas da escola e que os pais têm de ser pais. 

Há crianças difíceis? Há. 

Há questões que são difíceis de resolver? Há. 

As crianças fazem birras? Fazem.

As crianças testam os limites da nossa paciência? Todos os dias. 

Educar é uma tarefa difícil? Muito. 

Mas nada disto justifica que um pai ou uma mãe tenha necessidade de se expor publicamente, para resolver estas questões. Não os ajuda em nada. Não lhes dá mais credibilidade junto dos filhos. Não contribui em nada para a sua autoridade de pais.

Quanto a mim, pior do que a exposição da crianças, que um dia irão crescer e ser adultos e passarão por cima disto tudo, pior do que isso, é ser pai e ter de sair à rua e enfrentar as pessoas a quem mostraram o quão mal desempenham o seu papel. 

O meu pai é meu pai há mais de 40 anos. Aposto, como ainda hoje, se ele achasse que em alguma altura eu estava a falhar na educação que me deu, era senhor para me corrigir e não teria dúvidas nenhumas na forma como essa correção devia ser feita. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...o programa saía de cena para salvaguardar a imagem dos pais. 

 

 

 

 

 

 

15
Jan18

Abalou, abalou, sacudiu, balançou.

Eu

Estivéssemos em maré de carnaval e podia estar a falar da música, mas não estou. Hoje, o chão balançou e algumas pessoas não ganharam para o susto. 

O abanão desta manhã traz à memória as histórias do ano de 1755 e faz-nos pensar na ideia de que, a sacudidela desse ano se pode voltar a repetir. E isso assusta.

Estaremos preparados para isso?

Hoje não foram registadas vitimas e não houve danos materiais. Mas, e se fosse um bocadinho mais forte, se as coisas não corressem tão bem, se 1755 desse um ar de graça (ou desgraça) em 2018? O sismo de 1755 pode ter tido uma magnitude próxima de 9, bem mais forte que os 4,9 de hoje. Como seria?

Hoje, já se ouviram relatos de sustos e de gente que ficou em pânico. Então e se fosse mais a sério? Não deviam as pessoas estar "treinadas" e "preparadas" para o que desse e viesse? Estando o nosso país numa zona de risco sísmico,não deveria a informação chegar a toda a gente de forma eficaz, de modo a que toda a gente estivesse minimamente preparada em caso de catástrofe? Não deviam ser feitos mais simulacros e os que são feitos não deviam ser levados mais a sério? 

E já agora, não se devia olhar com outros olhos para as ruas que na baixa de Lisboa e, por exemplo, na Ribeira no Porto, são demasiado estreitas e ficarão intransitáveis se o abanão der para deitar casas abaixo? E não se devia pensar em formas de contornar a coisa? 

E não se devia olhar para a forma como estão a ser feitas as recuperações de casas antigas, em que está a ser alterada a estrutura de suporte (porque fica mal ter um pilar a meio da sala ou uma viga na cozinha) e que assim coloca em risco toda a estrutura? 

E não se devia olhar para as portas de acesso, para as saídas de emergência e ver que muitas vezes estão trancadas ou atulhadas de tralha que as faz ficar impossíveis de utilizar? 

Hoje abalou, abalou, sacudiu, balançou, mas ficou-se por isso mesmo. Pode não ser sempre assim. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...."Antes da casa roubada, trancas à porta". A formação de prevenção era obrigatória. 

 

15
Jan18

Youtube ou não Youtube, eis a questão.

Eu

A Ana Galvão, e depois dela o Nuno Markl, vieram levantar uma questão que já há muito tempo devia ter sido levantada por todos nós, mas principalmente pelos pais e pelos responsáveis pela educação das crianças e jovens. 

Aquilo que se passa no youtube ou noutros canais de partilha de vídeos, pode ser muito pouco interessante. As crianças são deixadas, muitas vezes, a ver o que querem, sem haver qualquer controlo de conteúdos. E os resultados podem ser dramáticos. 

A questão não diz respeito a pessoas, mas sim,a conteúdos. A verdade é que muitos pais não controlam e não sabem o tipo de vídeos que os filhos assistem e nem sempre as mensagem que passam e a forma como as passam é a melhor. Os youtubers são livres e fazer e dizer o que querem e o que lhes apetece. São livres de colocarem online os conteúdos que querem e de mostrarem as barbaridades que querem. Mas os pais devem (têm a obrigação de) controlar aquilo que os filhos andam a ver. Porque sim. Porque são pais. Porque a responsabilidade é deles e é a eles que cabe ensinar o que é certo e errado. 

E isto não é uma questão de mais palavrão menos palavrão ou de mais grito, menos grito. Isto pode ser uma questão de saúde com sérios riscos. O Tide Pod Challenge, o novo desafio da internet, é exemplo do que pode correr mal. Estes vídeos lançaram a nova moda de comer ou usar para cozinhar, partilhas de detergente, sem mostrarem nem fazerem referência aos riscos que isso pode trazer. A composição química das pastilhas mostra que não podem, nem devem ser ingeridas e no entanto a moda parece que pegou. E se pegar a sério, não tardará a que cheguem as notícias do que correu mal. 

Por estas e por outra iguais a estas é que é preciso abrir os olhos. É preciso filtrar. É preciso controlar. E é preciso perder (ganhar) tempo a explicar a diferença entre o certo e o errado porque, infelizmente, os pais podem tentar, mas não vão conseguir controlar tudo a toda a hora. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Os conteúdos eram filtrados antes de serem colocados online, mas os pais tinham de aprender que o computador e os tablets não são amas. 

 

14
Jan18

É meu filho, desculpem lá.

Eu

Educar os filhos é uma coisa tramada, difícil até dizer chega. Nunca sabemos se estamos certos ou errados, se as decisões que tomamos foram as certas ou as erradas, se as escolhas que fizemos para eles foram as certas ou as erradas. Sabemos que queremos o melhor para eles e que, aparentemente, fizemos o melhor por eles.

Será que fizemos? Será que, quando fechamos os olhos acreditamos, mesmo, naquilo que fizemos? 

Claro como a água é que educar os filhos dos outros é muito mais fácil do que educar os nossos. Com os filhos dos outros temos sempre solução, sabemos sempre o que fazer, damos, ainda que em teoria, a palmada certa na hora certa. Os filhos dos outros, se fossem nossos, andavam sempre, mas sempre, na linha. Direitinhos como um fuso. 

Falta-me então saber o que é que falha, quando os genes não são dos outros, quando são nossos. Vimos as mesmas birras, assistimos aos mesmos disparates, ouvimos as mesmas respostas tortas. Porque raio não sai a palmada tão ligeira como sairia se os filhos não fossem nossos? Onde é que fica presa? Não pode, de todo, ser no tal amor que só os pais têm. Não pode, porque se sabemos o que é melhor para os outros, também sabemos o que é melhor para os nossos. Se funcionaria com o outro, então também funciona com os nossos. Se resolvia no caso deles, também temos de saber que resolve nos nossos. 

Mas não. 

Vimos, assistimos, ouvimos mas arranjamos sempre a bela da desculpa. É porque é pequeno, é porque está cansado, é porque não percebeu a ordem, é porque reage mal aos desconhecidos, é porque tem fome, é porque o dia foi cansativo....Os desgraçados dos filhos dos outros é que não podem ter dias maus. Não podem ter fome, nem sono, nem estar cansados. Não podem ser desarrumados, cabeças tontas, mentirosos.  

A verdade é que não é nada disto. A verdade é que quando fechamos os olhos e pensamos no assunto, sabemos que o remédio para as nossas queixas é exatamente aquele que usaríamos nos filhos dos outros. Sabemos que a decisão que tomamos não é a mais certa. Sabemos que devíamos ter proibido, que devíamos ter ralhado, que devíamos ter castigado, tal e qual como faríamos aos filhos dos outros. 

E sabemos, muitas vezes, que não fizemos o melhor para eles. Sabemos que fizemos o que era mais fácil para nós. 

E temos, muitas vezes, medo de ser pais de verdade. 

Acredito, e repito mil vezes para mim, durante um dia, que enquanto fizer o que é mais fácil estou, também, a fazer o que é menos certo. E isso está errado. 

Tento corrigir. Tento, mas nem sempre corrijo. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Os pais tinham coragem para ser pais de verdade. Porque faz falta, porque é preciso, porque é melhor para os filhos. 

 

 

 

 

 

12
Jan18

Ainda a camisola da H&M.

Eu

Não pensei que fosse escrever sobre a tal camisola, tal era o ridículo que me parecia, mas ao fim de alguns dias a ler comentários, e textos, e opiniões achei que, também desta vez, era preciso alguém a mandar nisto. 

A ideia pode não ter tido uma base racista. Quero acreditar, porque ainda acredito nas pessoas, que a marca não teve qualquer intenção racista quando fez e"escreveu" a camisola. Quero acreditar que a mãe do pequenito que vestiu a camisola, e que já veio a público falar sobre o assunto e dizer que não vê motivo para tanta polémica, também não viu qualquer problema na frase. 

Se o racismo não fosse (ainda) um problema na nossa sociedade, se as pessoas se aceitassem umas às outras com todas as suas qualidades e defeitos e caracteristicas, se não tivessem existido, por exemplo, até há bem pouco tempo "zoológicos humanos", em que as pessoas negras eram tratadas exatamente como macaquinhos da selva a quem, inclusivamente, se atiravam bananas,  se tudo isto não tivesse acontecido e não acontecesse ainda, podia ser que a camisola fosse apenas isso, uma camisola. Mas isto existiu, e a memória não se pode apagar. E o racismo existe e não podemos fingir que não.  E atitudes racistas não se podem cultivar. E dar ideias desse tipo de atitude só pode ser, no mínimo, condenável. 

Custa-me a crer que, numa empresa do tamanho da H&M ninguém tenha posto os olhos na frase, que ninguém tenha visto a palermice que estava a escrever e que ninguém tenha medido as consequências. Custa-me muito a crer. 

 

Há temas, assuntos, histórias que pela dimensão que tiveram e que continuam a ter só podem ser tratados de forma muito séria. Porque a memória ainda fresca, não admite que se brinque. Não se pode brincar com o racismo, com a tolerância, com a diferença. Ainda não. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

..... Pediam desculpa, retiravam a camisola do mercado e eram obrigados ao pagamento de uma multa, exemplar, para que da próxima vez, o cérebro pensasse mais rápido e os olhos vissem o que deviam ter visto. 

 

 

11
Jan18

Mãos à obra que é como quem diz, à limpeza dos terrenos

Eu

A notícia só peca por tardia. Não era para ser feito agora, este ano. Era para já ter sido feito há muitos anos.

O governo deu o prazo de 15 de Março aos proprietários para limparem os terrenos de materiais combustíveis e, caso estes não cumpram, deu o prazo de 31 de Maio às câmaras municipais para que façam elas o trabalho. Aleluia!

O presidente da Associação Nacional de Autarcas Socialistas já veio reclamar e dizer que a lei aprovada é impossível de cumprir. Que o tempo não chega. Que há muito para fazer e só a burocracia da coisa faz gastar o limite do tempo. Que não se pode fazer em dois meses o que não foi feito em 40 anos. 

Posso concordar com ele. É pouco tempo para fazer tudo aquilo que já devia ter sido feito há muito tempo, mas apetece-me perguntar "Porque é que não foi feito?".Havia lei para isso.

Há muito tempo que os proprietários eram obrigados a limpar. Porque é que não limparam? Porque é que ninguém atuou quando devia ter atuado? Porque é que, nessa altura, as câmaras municipais não fizeram o que deviam, e podiam ter feito? Porque é que deixaram andar? Porque é que não trataram, as câmaras municipais de criar corredores de segurança nos pinhais e matas do estado? Porque, alguém "deixou para amanhã o que podia ter feito hoje". 

Agora queixam-se que não há tempo? Pois claro que não há. Mas agora, azar! Agora vão ter de dar o litro e vão ter de fazer o melhor que conseguem, e vão ter de pagar (espero eu) as consequências por não estar feito. Porque isto era trabalho que já devia ter sido começado, e concluído há muito tempo. Porque a maioria dos problemas a que se assiste neste país eram escusados, se as pessoas vissem e não fingissem não ver. Se soubessem e não fingissem não saber. 

É hora de arregaçar as mangas e deitar mãos à obra. De limpar terrenos. De criar corredores de segurança (corta-fogo). De limpar e criar acessos. E é hora de fazer cumprir o que há muito está estipulado. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...desta não passava. Ou cumpriam ou pagavam. 

 

 

10
Jan18

Que venha o Sol ou a Neve. De chuva e vento já tenho que chegue.

Eu

Tanto que pedi chuva que receio ter "entupido" os ouvidos do S. Pedro e ele agora não pensa noutra coisa. Faz falta, é verdade, faz falta a chuva e faz falta o frio, mas já mudávamos de cenário. Nem sei se os níveis de água nas barragens e nas albufeiras já estão nos níveis normais e adequados, mas a verdade é que já agradecia uns dias de sol de primavera, de bom tempo. Isso, ou neve, para poder matar saudades. 

Parece que o frio e a chuva vão estar aí novamente a bater à porta, mas não era isto que me apetecia. Das duas uma, ou vinha o sol da primavera, para poder voltar às jardinagens, às flores e aos canteiros, aos passeios pelos jardins sem estar tudo molhado, ou vinha a neve. Não era preciso ser muita neve, apenas alguma para matar saudades, para construir o boneco de neve da praxe, para brincar um pouco. 

Este meio termo, de chuva e vento e frio, já me aborrece e não tem graça nenhuma. São os chapéus de chuva que são necessários, mas que acabam, quase sempre, virados ao contrário,com as varetas partidas e eu com uma molha no corpo, são os sapatos molhados, são pés frios o dia todo, é um desconforto absoluto. 

Quero sol, ou quero neve. Simples. Qualquer coisa que traga alguma animação. Estes dias cinzentos deixam-me há beira de um ataque de nervos e com uma vontade quase incontrolável, de não sair de casa e de não fazer nada. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

....o S. Pedro dava um jeitinho no tempo. Sol ou Neve. 

 

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