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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

09
Abr19

O motorista do outro.

Eu

Era um vez um primeiro ministro (ex-primeiro ministro) que tinha um motorista. Um motorista que fez, desfez, cumpriu, obedeceu e agora, que deixou de fazer falta, levou um pontapé no traseiro e está entregue a si próprio.  

O motorista cumpria as suas funções de motorista e fazia muito mais. Levava, pela manhã, os dois cafezinhos ao senhor engenheiro. Pagava os jornais e as revistas no quiosque e, quando o pelintra não tinha dinheiro, até esperava que o amigo o viesse trazer. Transportava envelopes de cá para lá e de lá para cá e fechava os olhos quando achava que o que estava a ver, não era para ser visto. 

Aparentemente era apenas um empregado do senhor engenheiro e fazia tudo o que lhe era possível para manter o emprego. (As contas ao fim do mês não esperam e há bocas para alimentar).

 Era discreto o suficiente, obedecia sem questionar e, nem mesmo quando o senhor engenheiro usou a sua conta bancária para fazer depósitos questionou. 

Talvez tivesse estranhado. Talvez até desconfiasse que não seria totalmente inocente. Talvez até soubesse que podia meter-se em sarilhos. Talvez....Talvez até pensasse que o outro, que era o Senhor Primeiro Ministro, se safaria como de costume e ele conseguisse, também, passar entre as gotas da chuva e, pelo menos, o emprego estaria garantido. 

Pois enganou-se.

O outro talvez se safe, mas o motorista vai ter dificuldade em passar entre as gotas de chuva. 

O outro continua a viver à grande e à francesa, mas o motorista, agora, está desempregado. 

O outro continuará a ter amigos, muito amigos, mas o motorista está, neste momento, entregue a si próprio. 

O outro terá quem olhe pelos seus interesses, mas o motorista terá de olhar pelos seus, se conseguir. 

Porque os outros, safam-se sempre. Porque os outros não têm noção de gratidão. Porque os outros têm um umbigo demasiado grande e uns bolsos ainda maiores.

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Primeiro prestavam contas os Outros. Porque neste caso, são os Outros que interessam. 

 

 

08
Abr19

A culpa é uma cena tramada

Eu

Passamos a vida à procura de culpados. Como se todas coisas, todos os atos, todas as decisões tivessem sempre um motivo, uma justificação, uma cara por traz. 

Se o governo não faz, culpados são os que votaram neles. 

Se o homem matou a mulher, culpados foram os policias que não deram cabimento às queixas.

Se os professores fazem greve, culpados são os sindicatos que querem sempre mais e que não percebem que já são uma classe privilegiada. 

Se os alunos não aprendem, culpados são os professores. Se são malcriados, culpados são os pais. 

Se há lixo na rua, culpados são os funcionários da câmara que não limpam. 

Se o clube perdeu o jogo, culpado foi o treinador. Se perdeu o campeonato, culpados foram os árbitros. 

Se uma relação não funciona, culpado foi o outro. 

Se o comer queimou, culpada foi a vizinha que tocou à porta naquela hora. 

Será assim tão difícil perceber que, na maioria das vezes, os culpados somos nós? Somos nós porque deixamos. Porque não fizemos. Porque permitimos. Porque não reagimos. 

Porque se calhar, no dia das eleições tivemos coisas mais interessantes para fazer, do que ir lá pôr a cruz. Porque um dia, viramos a cara para o lado e fingimos não ver, não ouvir, não saber. Porque ignoramos. Porque não ensinamos a respeitar e dar valor. Porque atiramos o papel para o chão. Porque aprendemos a arranjar justificações até para o injustificável.

Se Eu Mandasse Nisto...

...Antes de olhar para o lado, olhávamos para baixo. Muitas vezes a culpa está debaixo do nosso chapéu. 

 

05
Abr19

Aranhas, teias e besouros.

Eu

É nisto que está transformado o país. Sem darmos conta, ou dando, mas fechando os olhos fomos transformando, ou deixando transformar, aquilo que devia ser um país democrático numa gigantesca teia de aranha de contactos, de conhecimentos e de favorecimentos, em que cada uma estica o fio para quem lhe está mais próximo e mais lhe convém. 

Não bastava já a série de notícias a dar conta do enredo que se passa no governo, em que mulheres, filhos, tios, primos e outros parentes, foram progredindo numa carreira inexistente e atingiram, sem se saber como, lugares de topo com ordenados chorudos, vem agora a Ana Leal atirar mais uma pedrada no charco e mostrar que, também na GNR o caso se passa. Também há por lá uma qualquer aranha, ou várias, a montar uma teia e a apanhar os besouros que lhes estão mais próximos. A gerar progressões sem se saber muito bem como, a atribuir lugares a pessoas sem se perceber como é que lá se chegaram e por aí fora.

E assim, se vão criando e ocupando lugares na chefia, se vão ultrapassando pessoas mais qualificadas e, porventura, mais competentes e se vão gastando dinheiros públicos sem que o Zé Povinho seja tido ou achado no negócio. 

Nem questiono, embora o devesse fazer, como é que há alguém que o faz. O que questiono é como é que há gente que faz, gente que sabe que está a ser feito, gente que pactua com o caso, gente que vê e assobia para o lado, gente que fecha os olhos. O mundo dos aracnídeos é, de facto, fabuloso. 

A mim, a única coisa que me ocorre, é que esta gente toda, que anda enrolada no fio destas teias, tem de andar a meter muito dinheiro ao bolso. Porque se não andasse, se não andassem todos atrás da mesma mosca, já alguém tinha aberto a boca. 

O pior é que me cheira que isto não vai ficar por aqui. Agora que se começou a puxar a ponta do fio, e a ser verdade aquilo que diz a ciência, que as teias de aranha podem ser consideradas mais fortes que o aço, acho que ainda vamos descobrir muito mais besouros presos. É só uma questão de tempo. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....arranjava-se um inseticida capaz de dar cabo de todas estas espécies parasitantes. Porque o país não pode estar transformado num reino de artrópodes. 

 

03
Abr19

Beijinhos do Ronaldo

Eu

Que o Ronaldo ande nas bocas do mundo, já estamos habituados, mas desta vez o motivo é bem diferente do habitual. Não foi porque marcou ou não marcou, não foi porque ganhou ou deixou de ganhar, nem foi porque foi acusado ou deixou de ser. O motivo foram os beijinhos que deu à filha.

O homem, que é pessoa (embora muitos achem que não) é também companheiro e é pai. E como pai que é, faz coisas que a maioria dos pais fazem. 

Ronaldo publicou um vídeo onde surge a dar beijinhos na boca da filha. E é aqui, que surge o problema. É que os beijinhos podiam ser dados em qualquer lado, mas na boca a coisa pia mais fina. 

Levantaram-se logo mil vozes, entre pediatras e especialistas de sofá, a condenar tal atitude. Uns, porque não deve, seguramente, conhecer os riscos que está a fazer a criança correr. Outros, porque os beijos na boca têm sempre um cariz sexual e está mal, muito mal, dar beijinhos na boca da filha. Outros, ainda, porque proximidade a mais não é saudável e um abraço apertado chega e sobra para aquecer o coração da pequenita. 

A única coisa que me ocorre dizer é "está tudo doido"?

Primeiro, os pais dão beijinhos porque sim e a maldade da coisa só está na cabeça de quem a pensa. Não tarda chegaremos ao limite em que os pais não podem trocar a fralda das filhas não vá alguém achar que tocar aqui ou ali pode ser entendido como outra coisa qualquer.

Segundo, mimos, colo e beijinhos nunca são demais, tenham os filhos um, dois ou vinte anos. Não chega um abraço se o que as crianças queriam era um beijinho. Não chega um beijinho quando o que as crianças queriam era colo. 

Terceiro, que os beijos e os beijinhos podem transmitir doenças, é do conhecimento público, mas não me parece que o Ronaldo estivesse com um ataque de herpes, muito menos com uma gastroenterite. Também não lhe vi ranho a pingar do nariz, não lhe ouvi tosse nem o vi a espirrar. Constipado também não devia estar. Além disso, acredito que se estivesse com alguma doença, estaria quieto e não se andaria a filmar aos beijinhos à filha. 

Mas, olhemos para os pais que são apenas pais e não andam nas bocas do mundo. Quantas vezes deixam os filhos dar uma lambidela no gelado? Quantas vezes os deixam lamber a colher do café? Quantas vezes partilham o bocadinho do chocolate? Quantas vezes lhes dão um bocadinho da sobremesa do almoço e fazem-no com a própria colher? Quantas vezes levam a colher deles à boca para ver se a sopa está quente? Ninguém se preocupou com doenças nem com outras coisas que tais, pois não? Porque os pais sabem, melhor que ninguém, o que é que podem fazer. E fazem o que lhes apetece. E é muito melhor assim. 

Se não complicarmos o que é simples, venha do Ronaldo ou de outra pessoa qualquer o mundo faz o que dia o outro: "Pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança". 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

... Deixávamo-nos de andar à procura do papão. As coisas são simples se as fizermos simples. 

 

02
Abr19

Motoristas à dúzia

Eu

Nem um, nem dois, nem três. São 11, no total, mas até podiam ser 12.  

Um descaramento. Uma pouca vergonha. Um atentado para as pessoas que trabalham todos os dias e que têm de andar horas infinitas de transportes públicos, de carro, à boleia ou a pé para irem trabalhar. 

Neste governo não há, definitivamente, vergonha na cara. 

Ter um primeiro ministro que tivesse à sua disposição um motorista, já me pareceria mau o suficiente, mas até poderia ignorar a questão. Agora, ter um primeiro ministro que tem 11 motoristas é, para mim, atentatório. 

Qual é a justificação? Se é que há alguma justificação para tamanho disparate. Será que o cargo lhes tira a licença de condução do próprio carro? Ficam incapazes? Será que não podia usar os transportes públicos, com direito ao novo passe e tudo? 

Não percebo e acho que, neste caso, nem quero perceber. 

Mas o mais grave, é que o gabinete do primeiro ministro se apressou a esclarecer a questão. E, dizem eles que "7 dos 11 motoristas em funções transitaram do anterior Governo". 

A sério? E não chegava??!? E era preciso contratar mais 4?!?

Mas há mais, porque lá está, a vergonha na cara é coisa que não os apoquenta: "regista-se que à data, o Gabinete do Primeiro-Ministro não tem o quadro de motoristas completo [o máximo são 12]"

Ora aí está! Afinal o senhor tem ao seu dispor 11 motoristas, mas podia ter 12. Poupadinho que ele é! Devem pensar que aqui, como nas castanhas, à dúzia é mais barato. 

E nós, que trabalhamos todos os dias e que o único motorista que temos à disposição é o do autocarro da Carris, vamos pagando para isto. E esta gente, que perante o conhecimento de tal facto devia enterrar a cara no chão  e ficar calado, ainda vem tentar justificar o injustificável, como se de coitadinhos se tratassem. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....nem 12, nem 10, nem 1. Iam para o trabalho como vão todos os outros portugueses.

 

 

01
Abr19

Vamos ao Europeu

Eu

A notícia já tem 2 ou 3 dias, mas nem por isso deixa de ser notícia. 

Na mesma semana em que a Seleção principal do Futebol Feminino atingiu o melhor lugar de sempre no ranking da FIFA e subiu ao top 30,  as meninas da Seleção de Futebol sub-17 garantiram o apuramento para o Europeu e estão, por isso, de parabéns. 

Não dei conta de terem sido notícia, não abriram os telejornais, não fizeram primeiras capas de jornais, mas o feito não deixa de ser importante. Garantiram o primeiro lugar no grupo, ganharam um lugar no campeonato da Europa e vão representar Portugal, na Bulgária, no próximo mês de maio. 

Mais, as meninas não são profissionais do desporto. Estudam, tem testes e terão, algumas, exames nacionais no final do ano. Por amor ao desporto, algumas também, mudaram de cidade e vivem, agora, longe da família que só visitam de tempos a tempos. Tudo isto aos 17 anos, quando ainda não se é, efetivamente, gente grande. E tudo isto somado, torna o feito muito maior. 

É uma pena que não se lhes tenha dado o devido valor. Um campeonato da Europa será sempre um Campeonato da Europa. E representar o país será sempre um grande feito.

 

Se Eu Mandasse Nisto...

.....desporto era desporto, futebol era futebol e as vitórias importantes eram faladas, comentadas e parabenizadas de igual forma. O Futebol Feminino está de parabéns. 

29
Mar19

Obrigados a pedalar

Eu

Chegamos a isto. 

Aprender a pedalar vai passar a fazer parte dos currículos escolares a partir do primeiro ciclo. As crianças irão aprender inicialmente em contexto protegido e mais tarde passarão a andar na via pública.

A ideia não é má, muito pelo contrário. O que é mau é termos chegado a isto e ninguém se ter dado ao trabalho de pensar nos porquês.

Porque é que uma coisa que até há uns anos fazia parte da infância, naturalmente, agora tem de ser uma coisa obrigatória, caso contrário as crianças não a fazem? 

Porque é que temos, cada vez mais, miúdos parados?

Já alguém olhou, com olhos de ver, para os horários de trabalho da maioria dos pais? Já alguém pensou que com horários assim é impossível chegar a casa e ter tempo livre de qualidade? Já alguém reparou que é impossível às 18h ou às 19h, depois de um dia de trabalho e de muito tempo no trânsito, pegar nos miúdos (que estiveram em escolas e ATL um número de horas absurdo), pegar nas bicicletas e ir para a rua? Já fizeram contas e já concluíram que o número de horas que pais e filhos estão juntos, durante uma semana é muito reduzido e que, esse pouco tempo, ainda tem de incluir fazer trabalhos de casa, tomar banho, jantar....

Pois é. Preocupam-se com as consequências, mas não se preocupam com as causas. 

E os pais, já pensaram que querem muito para os filhos, mas que também optam pelo que dá menos trabalho? Já equacionaram trocar o ipad pela conversa, trocar a playstation corrida no parque, trocar o sossego da tarde de cinema pela agitação de um jogo de futebol em família, trocar o rebuliço do centro comercial pela animação de um passeio de bicicleta?

Pois é. É mais fácil entupir os miúdos de atividades, se alguém tomar conta deles. É mais tranquilo deixar que vejam televisão e joguem nos tablets, do que sair com eles para rua. Dá menos trabalho. Chateia menos. 

O problema tem dois lados, ou três. Porque quando tem de ser o governo a obrigar a fazer coisas que deveriam ser naturais alguma coisa está errada. 

E se as mentes não mudarem, de um lado e de outro, chegará o dia em que vai ser obrigatório "esfolar os joelhos" e " sujar as mãos". Porque as crianças estão a deixar de o ser. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

.....percebíamos que a produtividade não depende do número de horas que se passa no escritório.

....percebíamos que as crianças tem de ter tempo e espaço para ser crianças. 

 

 

28
Mar19

Gente que não aprende.

Eu

O processo de aprendizagem está associado a muitos fatores e pode ser desenvolvido de formas diferentes em diferentes pessoas, mas o principio básico é sempre o mesmo.

Aprendemos porque fazemos;

Aprendemos porque experimentamos;

Aprendemos porque vimos fazer;

Parece simples mas, dadas as reações de algumas pessoas, começo achar que afinal não é. Há gente que não aprende. 

As ultimas noticias dão conta de uma guerra familiar entre os pais da mulher que supostamente matou o marido (o triatleta) e a cunhada desta, irmã do defunto. Tudo, porque tanto de um lado, como do outro, há interesse em cuidar do filho do casal que ficou sem o pai e, agora, sem a presença da mãe.

Tem sido um lavar de roupa suja sem fim com direito a acusações mútuas, a ofensas e até a episódios deprimentes, como a troca de fechaduras da casa onde a família vivia, tudo para que uns possam entrar e outros não. 

Honestamente, quer-me parecer que a preocupação menor é a felicidade e a tranquilidade daquela criança. Reconheço-lhes a preocupação com a casa, com a empresa, com os bens, mas com o miúdo, nem por isso. 

Estas pessoas provam que há gente que não aprende.

Não lhes chegou a desgraça à porta motivada, ao que parece, por motivos de dinheiro, para perceberem que o caminho não é por aí?

Deixem lá os bens, as heranças, a empresa, a casa. Preocupem-se com a criança. Deixem que seja ele a escolher onde quer estar e com quem quer estar. Já teve, na sua ainda pequena vida, motivos de sobra para ter a cabeça a mil. Já teve problemas que chegassem. Já teve mil motivos para chorar. 

Aprendam alguma coisa de tratem de fazer, apenas, com que essa criança seja feliz e cresça, dentro do possível, num ambiente equilibrado e saudável. 

Olhem para o lado, e vejam que afinal o crime não compensa. Que o dinheiro não é tudo. Que casas e empresas há muitas.

Aprendam com os erros dos outros. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....alguém explicava a esta gente, com as letras todas, que o caminho não é este. 

 

27
Mar19

Os 5 anos da Madona

Eu

Dizem que é Rainha. 

Seja, até pode ser. Cá para mim, para ser rainha tinha de ser muito mais e tinha de ser muito diferente. 

Esta gente que anda nas bocas do mundo até se esquece que tem um papel importante na educação das massas que os seguem. Que tem a obrigação de dar o exemplo. Que não podem subir ao topo e empinar o nariz, porque um dia, há alguém que lho baixa e depois é um caso sério.

Desta vez o presidente da câmara de Sintra, do alto do seu degrau, esticou o dedo e baixou-lhe o nariz. Efetivamente, há coisas que o dinheiro não compra. E ainda bem que não compra. 

O cavalo até podia não fazer diferença nenhuma. A entrada do bicho no palacete até podia nem danificar nada. A Rainha até podia ter ficado muito satisfeita. Mas regras são regras, e regras são para cumprir. 

E se aos miúdos isto se ensina aos adultos, que ainda não o sabem, também se pode ensinar.

Tal qual como as crianças que quando a mãe diz não, vão tentar a sorte junto do pai, e vice versa, a Madona, que pelos vistos ainda está em modo "5 anos" , quando foi contrariada pelo presidente da câmara de Sintra ameaçou chamar o primeiro ministro. 

E, tal como as crianças, que quando percebem que não lhes fazem a vontade ameaçam ir embora, a Madona fez o mesmo.  Quando percebeu que nem com pedidos, nem com ameaças, nem com muitos euros o cavalito iria entrar no palácio fez uma birra, virou as costas e, ao que parece, vai embora.

Também como se faz com as crianças, o melhor é olhar de frente e reponder "Vai, mas fecha a porta quando saíres". Não há paciência para birras venham elas aos 5 ou ao 50. 

Se Eu Mandasse Nisto...

...existiriam muitos mais presidentes de câmara de Sintra. Porque às vezes (muitas vezes) é preciso mostrar quem manda e é preciso esticar o dedo e baixar os narizes empinados. 

 

23
Mar19

Cogumelos de Turismo

Eu

Um passeio de fim de semana pelo Alentejo e deparo-me com uma realidade que, se não fosse tão preocupante, quase podia dar um filme cómico. 

O Alentejo é tido como um local de sossego, de gente tranquila, de sol e de sombras, mas se não pusermos travões daqui a uns anos será, também, um local de turismo massificado onde as aldeias se descaracterizaram, as gentes se transformaram e os chaparros perderam a sombra. Os locais de Turismo Rural aparecem na planície como uma espécie infestante de cogumelos. São muitos. Mais que muitos. Estão por todo o lado, quase porta sim, porta sim. Aparecem ao virar de cada esquina e onde menos se espera.

São os Montes X e Y, são as Herdades Z e W, são Casas de Acolhimento G e H. Há de tudo, para todos os gostos e para todas as carteiras. Mas a quantidade começa-me a parecer exagerada. Também aqui o turismo está a entrar de forma descontrolada, sem rei nem roque. Não tarda a que, também aqui, as pessoas sejam convidadas a sair das suas casas porque alugar ao turista rende mais. 

É preciso travar esta espécie antes que dê cabo das espécies autóctones. Aqui, como em muitos outros lados. 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Havia regras e limites. Porque portugal é dos portugueses, o alentejo é dos alentejanos e os chaparros precisam de continuar a dar a sua sombra. 

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