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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

07
Dez17

A bola de ouro é dele, outra vez.

Eu

E estamos de parabéns outra vez. 

Pela sétima vez, e pela quinta graças ao Cristiano, estamos outra vez nas bocas do mundo por um bom motivo. 

 

É dificil ser-se tão bom e é dificil chegar a este patamar. É preciso reconhecer e dar valor. 

Falo do Ronaldo jogador, do desportistas, do que treina. Falo do Ronaldo que saiu da Madeira ainda menino para seguir os sonhos. Falo sem retirar valor ao Messi ou a outro qualquer. Falo sem me importar com o Ronaldo pai, filho, irmão. 

Este Cristiano chegou onde muito poucos chegaram e mesmo que agora esteja a "abrandar" como dizem os jornais, mesmo que o seu desempenho ultimamente não tenha sido tão excelente, há que se tirar o chapéu ao homem.

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Todos faziam a distinção entre o Ronaldo e o Ronaldo. E davam o devido valor ao desportista.

 

 

 

 

 

 

07
Dez17

Bonecos de Estremoz - Parabéns aos "boniqueiros".

Eu

Estamos, outra vez, de parabéns. 

Um reconhecimento mundial, seja ele em que área for, é sempre motivo de orgulho e é sempre motivo para mostrarmos e acreditarmos que, quando queremos, somos bons. 

Os bonecos de Estremoz foram considerados Património Cultural Imaterial da Humanidade. Estes bonecos, que começaram a ser feitos, não por oleiros, mas pelas "boniqueiras" (mulheres que trabalhavam o barro, na arte de fazer bonecos) são coloridos, feitos de barro e trabalhados à mão numa técnica que tem, pelo menos 300 anos. 

 

Hoje, contam-se pelos dedos das mãos o número de artesão a trabalhar os Bonecos, mas não foi isso que impediu que o reconhecimento pelo trabalho, pela arte e pela importância, não fosse feito. 

 

Muito bem Estremoz!

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Estas grandes vitórias tinham o reconhecimento devido. 

 

06
Dez17

A leitura dos meninos do 4º ano

Eu

Os nossos alunos do 4º ano foram os que mais pioraram no desempenho da leitura nos últimos cinco anos. O mesmo estudo que chegou a esta conclusão diz ainda que 14% dos nossos alunos sente fome, o que em contexto escolar é deveras preocupante, e que 22% se sente cansado quase todos os dias.

 Politiquices à parte, vamos lá ver conseguimos entender algumas coisas.

A leitura é trabalhada na escola. Os nossos meninos são que os mais gostam de ler (72%) e uns dos que dedicam, na escola, mais tempo à leitura (301 horas por ano). Então, se os meninos gostam de ler, se a escola lhes dá horas de leitura, o que é que se passa? 

Diz-me o meu sexto sentido, que em casa não está a ser feito o devido trabalho. Os livros, há muito que foram trocados pelos tablets, pelas consolas, pelos brinquedos. Não há hábitos de leitura. De ir a bibliotecas. De virar páginas de livros. A verdade é que o preço dos livros também não ajuda, mas ainda assim não pode ser justificação porque os brinquedos são muito mais caros. 

A tarefa da leitura foi deixada quase exclusivamente para as escolas. E não chega. 

Mas não é só isto. Crianças do 4º ano terão idades a rondar os 9 anos. Aos 9 anos, se estão cansados e se chegam cansados à escola, a culpa é dos pais. É a eles que compete fazer cumprir as horas de descanso. É a eles que compete fazer cumprir as horas de deitar. Uma criança com 8 ou 9 anos não pode ficar acordada até às 22h ou 23h (e em alguns casos até bem mais tarde) só porque dá mais jeito aos pais, ou porque o programa dos pais assim o exige. Diz o ditado que "quem tem filhos tem cadilhos". Pode ser aborrecido, mas regras têm de ser cumpridas. 

Ainda há mais. Ninguém aprende se estiver com fome, tenha 8, 9, 10 ou 50 anos. A fome tolda os pensamentos, impede a concentração. E nesta parte, a culpa é de quem nos governa, que não garante o mínimo que é exigido. Nenhuma criança pode ir para a escola e sentir fome e se vai, não se lhe pode exigir que aprenda a ler ou que aprenda a fazer contas. 

Mas quem nos governa tem ainda mais culpas no cartório. Da mesma forma que ninguém aprende com fome, também ninguém aprende com frio. A temperatura dentro de algumas salas de aula chega a rondar os 6ºC e em alguns casos, menos do que isso. Basta passar perto de uma escola, num destes dias de frio, para ver que há um grande número de alunos enrolados em xailes e mantas. Também ninguém aprende assim. 

 

Por tudo isto, e por mais algumas coisas, e apesar dos números serem vergonhosos, não me parece que se possa estranhar estes resultados, nem me parece que se possa atribuir culpas partidárias pelo fracasso do desempenho dos meninos do 4º ano. A culpa já é velha. É preciso mudar muita coisa. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....analisavam-se estes resultados e tiravam-se conclusões lógicas. Partia-se para a ação, começado do principio. 

 

 

 

 

05
Dez17

Lojas a ferver. Que nervos.

Eu

Se há coisa que me deixa à beira de um ataque de nervos, a temperatura das lojas, nesta altura do ano, é uma. Em época de compras era de esperar, acho eu, que os lojistas tivessem a preocupação de garantir que os clientes se sentissem bem dentro das lojas. Ora, o que me acontece é exatamente o oposto. As lojas estão a uma temperatura absurda. A ferver!

Num dia em que as temperaturas na rua rondam os 6 ou 7 graus, é de prever que as pessoas não possam sair de casa de mangas curtas, de roupa de verão e sem casacos. Então, se é normal e natural que as pessoas tenham de andar minimamente vestidas, qual será a ideia dos lojistas para manterem as lojas estupidamente quentes? Garantem que os funcionários podem andar de t-shirt, mas em compensação para quem anda a fazer compras é um pesadelo. Para além dos sacos é preciso, ainda, carregar com casacos e camisolas, porque ninguém aguenta andar vestido, como saiu de casa, com um calor daqueles. 

Pergunto se haverá necessidade? 

Para além do desperdício energético é contraproducente. A dada altura, quando a preocupação devia ser ver e comprar, a única coisa que me passa na ideia é "sair urgentemente". (Acho que até fico com a tensão mais baixa).

 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...Havia uma regra para a temperatura das lojas. Estavam quentes o suficiente para as pessoas se sentirem bem, mas não ao ponto de fazerem destilar.

 

 

04
Dez17

Banco alimentar, já dei o que tinha a dar.

Eu

Dizem as notícias que os portugueses contribuiram, nestes 3 dias de peditório, com mais de 1.600 toneladas de alimentos para o  Banco Alimentar Contra a Fome. 

Não me admira. Temos mostrado, sempre que somos chamados a isso, que somos um povo solidário, que defende causas, que ajuda quado é preciso, daí que as muitas toneladas de alimentos que foram dadas não me causem espanto. Mas, se para outras causas contribuo e gosto de contribuir, para esta fechei a torneira. Simplesmente, não dou. 

E não dou porquê? 

Porque fui percebendo ao longo dos anos, e em diferentes locais onde trabalhei, que o Banco Alimentar é uma instituição demasiado grande, que não tem capacidade para fazer a distinção entre quem realmente precisa e quem não precisa mas vive à boleia da generosidade. E contribuir para o parasitismo, não obrigado. 

Não sou a favor do dar por dar. Do dar sem pedir nada em troca.

Um número considerável de pessoas que recebe ajuda do Banco Alimentar podia fazer alguma coisa, podia quanto mais não fosse, ter a obrigação de varrer a sua rua, de apanhar o lixo, de contribuir para que, pelo menos à sua volta, as ruas tivessem outro aspeto. Mas não, não é isso que faz. Dá-se porque sim. Dá-se sem pedir nada em troca. Dá-se como se dar fosse uma obrigação da sociedade. E não é.

As pessoas têm de ser ensinadas que há direitos e há deveres. Que nada cai do céu. E que quem dá, sai da cama todos os dias para trabalhar. 

Logicamente que haverá gente que precisa, que não pode fazer ou que não pode fazer mais, que agradece. Mas parece-me que esses serão a minoria. A maioria podia, mas não quer. 

Basta passar por perto dos locais de distribuição. Chegam de carro, às vezes de gama alta. Usam telemóveis de ultima geração. E reclamam porque o arroz não é agulha, a massa não é da Nacional, o leite é "marca branca". Quem precisa, agradece! Quem precisa sorri para a dádiva e não reclama. Quem precisa, precisa. 

Darei e contribuirei sempre, para quem realmente precisa. Para aqueles que conheço, que sei o esforço que fazem, que sei como vivem, mas só para esses. Os outros, que se levantem da cama e façam alguma coisa. Que deixem de estar sentados à porta dos prédios ou das casas (mesmo que sejam barracas) a apanhar sol. Que se façam à vida. 

(E nem vou falar do grande negócio que este tipo de iniciativa é para as superfícies comerciais, porque isso dava assunto para mais outras tantas linhas.)

 

Se Eu Mandasse Nisto...

... Dava-se,mas pedia-se em troca e ainda assim, fazia-se uma triagem eficaz para apurar necessidades. 

 

02
Dez17

Quero mais dos Mercados de Natal.

Eu

Está aberta oficialmente a época de Natal, pelo menos é o que parece. As iluminações e as decorações já há muito que andavam pelas lojas, mas às ruas e aos mercados de Natal só chegaram este fim de semana. A alguns deles ainda só chegarão no próximo, mas esse são uma pequena parte do bolo que se chama Natal. 

 

Gosto da época. Gosto das cores e dos sabores. Gosto de juntar a família e ter uma casa cheia. E gosto de fazer compras e de andar na rua, por isso gostava que os nossos mercados de Natal fossem um bocadinho mais interessantes. Não peço um mercado de Natal ao nível dos que se fazem na Alemanha ou na Áustria, porque esses levam alguns anos de avanço em relação aos nossos, mas já que os temos, e temos cada vez mais em maior número, será que era pedir muito que fossem um bocadinho mais interessantes? 

Sim, um bocadinho mais.  

Queria menos paninhos bordados, menos barraquinhas de saquinhos e fraldinhas pintadas. Queria menos bonecas de trapos com nomes escritos. Queria menos colares de cortiça com aplicações de qualidade duvidosa, e menos colares de trapilho. Queria menos artesãos daqueles que quase todos conseguimos ser e mais daqueles que são especiais e únicos.

Queria mais gente daquela que produz e faz e idealiza coisas que são verdadeiramente originais, interessantes e raras. Mais gente a fazer coisas diferentes. 

Queria poder chegar a um mercado de Natal e encontrar, efetivamente, um presente de Natal. Um presente, não uma "costurice" qualquer. Nem o resultado de uma qualquer bricolage.

 

Vou à procura. Vamos ver se este ano as coisas estão diferentes.

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...Os mercados de Natal cheiravam a Natal. Tinham sabores de Natal e tinham possíveis presentes de Natal.  

 

 

 

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