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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

28
Fev18

Perdeu o Diogo.

Eu

Mas alguém acha, que outro alguém, no seu perfeito juízo, se apresentava a concorrer ao Festival da Canção, com uma música plagiada? Ali, na frente do mundo inteiro, sujeito à avaliação do mundo inteiro? 

A mim, não me parece. Não seria sinónimo de inteligência, e quero acreditar que o Diogo Piçarra é inteligente o suficiente para não se meter numa dessas. Copiar uma música da IURD? Haja Deus! E logo de que compositor famoso teria ele decidido copiar a música. 

As músicas podem ter semelhanças, podem até ser mesmo muito parecidas, mas não é difícil que assim seja, quando a música não é demasiado elaborada. É fácil ser parecido.

Agora, daí até ser copiada, acho que vai uma distância grande. 

Não conheço o Diogo, não conheço o seu trabalho, mas fico com pena que por uma coisa "miudinha" típica de gente "miudinha", tenha abandonado o concurso. 

No lugar dele, teria feito o mesmo, mas fico com pena. Perdeu o que não devia perder. E aqui, quem perdeu, foi o Diogo. Porque não vai à competição, porque deixou de lutar pelo lugar, porque perdeu a oportunidade de mostrar mais de si. 

E os "miudinhos" continuarão a ser "miudinhos". E a IURD continuará igual a si própria. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...não existiriam coisas destas, coisas "pequeninas" de gente "pequenina".  

27
Fev18

As casas da Ria Formosa

Eu

Mais uma vez anda o assunto nas boca do povo. As casas construídas nas ilhas da Ria Formosa, no Algarve, continuam a dar que falar. 

Conheci estas ilhas há muito tempo. Passei por lá belas tardes, mergulhei vezes sem conta naquele mar. Apanhei conquilhas até ficar da cor de uma lagosta. Atravessei para a cidade de barco e vi, ali, das melhores paisagens que já tive oportunidade de ver. 

Conheço-as bem. 

As casas das Ilhas da Ria Formosa, surgiram devagarinho, quase sem que se desse por elas, já há alguns (muitos) anos. Primeiro foram uma espécies de barracos, depois acrescentou-se a cozinha, mas tarde a casa de banho. Depois vieram os azulejos e há menos tempo, chegaram as janelas e as portas de alumínio e os aparelhos de ar condicionado.

Se lá vive gente? Seguramente que sim, algumas pessoas sortudas que têm o privilégio de viver nas ilhas, longe de tudo, com o mar por companhia, com um pôr do sol lindo de morrer e um cheiro de maresia de cortar a respiração. Mas nem todas as casas estão habitadas e nem mesmo aquelas que estão habitadas "no papel" estão habitadas de verdade. Não mora muita gente nas ilhas da Ria Formosa. Os meses de inverno são os melhores para percebermos quem lá mora, e o certo é que não são muitos os moradores. 

A verdade, e aquilo que incomoda muita gente, é que aquelas casas são uma boa fonte de rendimento nos meses de verão. Alugam-nas a centenas de euros por semana e assim, vão buscar o mar, aquilo que ele não lhes dá em peixe.

Se é certo que as casas se mantenham? Talvez não seja, quanto mais não seja porque muitas delas continuam ilegais, muitas foram construídas em zonas que não deviam ter construção, muitas estão desajustadas em termos paisagísticos....

Mas vamos devolver as ilhas e os hangares à natureza? Não. Vamos deixar por lá casas. Então se vamos deixar por lá casas, que tal deixar ficar o que está e está em condições de estar. Que tal, definir uma tipologia, criar regras aquitetónicas e de construção, limitar o usos de alguns materiais ou, por outras palavras, obrigar os proprietários a cumprir algumas regras por forma a que não haja uma casa de cada nação", e deixar que se tire algum partido, da forma "menos má", do mal que já está feito. 

E depois, proibir novas construções e fiscalizar convenientemente para que elas não cresçam durante o fim de semana e ao fim  do dia, e deixar que a natureza conviva com aquilo que já está. 

Talvez, o sossego das ilhas e dos hangares passe, também, por limitar o número de pessoas que as visitam durante os meses de verão. 

Talvez, neste caso, o beneficio não justifique o custo. 

Ideias, apenas. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

.....Estas ficavam, mas não se acrescentava nem mais uma. Porque estas, guardam histórias e memórias de famílias. Porque são fonte de rendimento importante para quem vive do mar. Porque já lá estão e não tenho a certeza que as demolições sejam feitas sem deixar rasto. E porque há mil formas de tornar as ilhas bonitas, interessantes, ecologicamente sustentáveis e ambientalmente simpáticas. 

23
Fev18

Assim termina a história de um jovem atleta.

Eu

O mundo do desporto fala do Rúben Semedo que ficou, ontem, em prisão preventiva, acusado de diversos crimes. Mas será que já alguém pensou, que ele já pensou, como será a vida dele daqui para a frente? Será que já viu o que fica para trás? O que perdeu? Será que já viu o tamanho da queda e o tamanho da mazela que causou? 

Não o conheço, mas sei que trabalhou muito para chegar onde chegou. Porque só se chega onde chegou, profissionalmente, trabalhando muito e fazendo alguns sacrifícios. Tinha alguma fama, algum prestígio e, seguramente, algum dinheiro. Tinha tudo aquilo que, para a maioria dos miúdos, chegava para ser feliz. Mas para ele não chegou. 

Então e agora Rúben? 

Agora quer-me parecer que acabou o atleta. Que deixou de existir o jogador profissional. Que acabou a vida boa. 

Agora, corre o risco de ver fechadas todas as portas. De não haver mais espaço para ele no mundo do futebol. E de, assim sem graça nenhuma, ver um ponto final na história que podia ser a de um jovem atleta de sucesso. 

Havia necessidade? Vale a pena? Justifica? 

O que será que esta gente tem na cabeça para arriscar a vida em troco de meia dúzia de euros ou de um qualquer ajuste de contas? 

Onde é que falhou a educação deste Rúben e de outros que por aí andam?  Onde é que falhou a sociedade? Que valores é que estamos a passar e que valores é que estamos a esquecer de ensinar?

Seguramente que alguma coisa está a falhar, com este e com os outros Rúben. E é preciso ver o quê. E é preciso corrigir, para que outros não terminem as história antes do tempo. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

..... volta-se a educar. A dar o devido valor às coisas. A ensinar às crianças que nem tudo justifica tudo. 

 

21
Fev18

O Tejo vai sair-nos caro.

Eu

Vai custar mais de 1 milhão de euros e vai ser paga com dinheiros públicos. A limpeza do Tejo vai sair-nos cara. 

Que o Tejo tem de ser limpo, não tenho dúvidas. Que é preciso resolver urgentemente a situação, também não tenho dúvidas. Que é preciso parar com as descargas poluentes, também me parece obvio. Mas daí até sermos nós a pagar a porcaria que alguns fizeram, já me aprece abuso. 

 

Sabe-se de onde veio o problema, até porque a maioria das lamas estão na zona envolvente à empresa em questão, por isso, não seria lógico que fosse essa mesma empresa a resolver o problema ou, a responsabilizar-se pelos custos da limpeza? 

Mas não é isso que dizem as regras da boa educação? Quem suja, limpa. 

Somos nós, que temos a obrigação de custear a limpeza de um rio que é de todos, mas que alguns teimaram em poluir? 

O ministro do Ambiente diz que, havendo culpados, irão procurar o ressarcimento das verbas. Pois sim! Ver para crer. Cá para mim, o processo era feito ao contrário. Primeiro pagavam e depois, caso se viesse a provar que estavam inocentes, devolvia-se o dinheiro. Servia de exemplo, pelo menos. 

Agora neste caso, tenho cá a ideia, que a culpa vai morrer solteira e que quem vai ficar a "arder" com um milhão a menos são os contribuintes. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Pagavam e calavam. Porque quem faz a asneira é que tem de assumir as responsabilidades. 

20
Fev18

Rendimento Social de Inserção ou a arte de parasitar.

Eu

Sou contra. Absolutamente contra. Muito contra. 

Não concordo com a politica de se dar só porque sim. Só porque é suposto garantir que todos têm o mínimo. 

O número de beneficiários deste rendimento voltou a subir e já são mais de duzentas mil pessoas a receber. Duzentas mil.

Vamos lá ver...

Há duzentas mil pessoas a querer trabalhar e sem arranjar trabalho? Não, pois não.

Destas duzentas mil, talvez, algumas gostassem de trabalhar, procurem trabalho, e tenham o azar de não conseguir, mas atrevo-me a dizer que a grande maioria, não trabalha porque não quer. Não faz, porque não quer. E se não quer, o estado não tem obrigação de garantir nada e as pessoas que trabalham não têm obrigação de descontar para os que não querem fazer. 

Quem não tem trabalho e teoricamente não tem forma de subsistência, não se pode dar ao luxo de ser chamado a trabalhar e recusar. (Mas a verdade é que quem está a receber este tipo de apoio, se for chamado a trabalhar, pode recusar e continuar a receber. E os motivos para a recusa, podem ser vários, e ninguém os questiona).

E quem recebe (é assim em todo o lado) tem de dar alguma coisa em troca, senão corre o risco de se tornar parasita. 

Quantas, destas mais de duzentas mil pessoas, podiam e deviam, dar alguma em troca à sociedade que os sustenta, mas não o fazem. Podiam garantir a limpeza das suas ruas, e evitava-se que andassem outros a fazer esse trabalho. Podiam limpar as matas e o terrenos do estado, e talvez pudéssemos garantir o verão mais tranquilo que o anterior. Podiam trabalhar na recuperação de edifícios, porque carregar "baldes de cimento" toda a gente sabe. Podiam....qualquer coisa, desde que não fosse ficar em casa, ou sentados ao sol, à espera de ver o tempo passar.

E se neste mais de duzentos mil, existirem alguns, que efetivamente queriam, mas não podem, porque a saúde ou a idade já não deixa, então esses que recebam o dobro ou triplo. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

.... Só recebiam os que não podiam. Para os outros aplicava-se a frase "vai trabalhar, malandro"!

16
Fev18

Fui ao hospital e acabei num episódio da Doutora Brinquedos.

Eu

Uma tosse chata anda a fazer-me companhia há uns dias, mas hoje acordei com expetoração ensanguentada. Liguei para a linha de saúde 24 e, por indicação deles, dirigi-me ao hospital. 

Triagem rápida, pulseira verde e a indicação de iria fazer um eletrocardiograma. Não percebi o porquê, mas pareceu-me um procedimento de rotina. Espera no SUVA, foi a indicação que me deram. 

Fiquei a saber que era o serviço de urgências para senhas verdes e azuis. Certo!

Dirigi-me então para o tal SUVA que não era mais que uma sala de espera e uns consultórios improvisados num contentor, onde havia mais gente à espera do que as cadeiras disponíveis.

Duas horas e meia depois, chamam por mim para a consulta.  A médica não percebe o porquê de vir com a indicação para fazer um eletrocardiograma (nem eu) mas ainda assim, manda fazer. Pergunta-me o que me disseram na linha de saúde 24 e respondi-lhe que me tinham dito que talvez fosse melhor fazer um RX. Pois então, que se faça! Auscultação rápida e aí vou eu. 

Eletrocardiograma feito. Rx feito. Recebo a indicação para ir à sala de enfermagem. Vou lá ter e recebo de presente  umas "bombadas" de um bronquiodilatador e uma injeção de hidrocortizona. (Não fiquei contente. Não gosto de agulhas e não estava nada a contar com esta prenda). 

Agora é só esperar. 

E esperar.

E esperar.

E esperar.

Mais de duas horas passadas e oiço novamente o meu nome para ir à consulta para a reavaliação final. Eletrocardiograma sem nada a assinalar. Rx aparentemente sem nada, mas .....

 

.....Talvez seja melhor ir ao médico de família para fazer mais exames e fazer um despiste de tuberculose!

COMO? 

....Talvez seja melhor ir prestando atenção aos sintomas e talvez seja melhor ir ao médico de família para fazer mais exames. 

.....e já agora onde é que tem o casaco? 

QUAL CASACO?

....o seu casaco para tapar a zona do pescoço e do peito? 

NÃO TENHO CASACO! NÃO USO CASACOS QUE ME TAPEM A ZONA DO PEITO:

...mas está tempo para usar casacos!

MAS EU NÃO USO.

....Nesse caso não merece que lhe receite nada!

 

Nesta altura, há mais de 6 horas no hospital,  já não sei se estou no hospital ou num episódio da Doutora Brinquedos, mas quer-me parecer que é a segunda hipótese e que a qualquer altura pode entrar o boneco de neve ou a enfermeira hipopótamo. 

 

Acabo por sair da consulta com uma receita. Um pó para tosse. Um bronquiodilatador para fazer em SOS. Umas vitaminas (Não sei porquê). E uma "cena" qualquer de magnésio (também não sei porquê). 

 

Fantástico! Um dia passado na urgência, uma tosse que não me deixa, uma expetoração que não muda de cor e é isto. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

.... Punham-se os pontos no is. É que uns brincam ao médicos, mas os outros não estão a brincar aos doentes. 

 

 

 

14
Fev18

Namorar é mais do que encher o dia de corações.

Eu

Hoje é dia de namorar. 

Hoje, e todos os dias. Porque existirão muito poucas coisas tão boas como namorar. 

Mas, não podemos esquecer que namorar é muito mais do que um dia do calendário, do que corações vermelhos, do que ramos de rosas encarnadas, do que peluches e almofadinhas, pirosas, mas que ainda assim há quem compre. 

Namorar é, e tem de ser, acima de tudo, respeitar muito o outro, e não deixa de ser preocupante que haja uma percentagem grande de jovens e adolescentes, que ache normal e até aceitável a violência no namoro. 

Não é normal. Não é aceitável. Não é desculpável. Não vai passar com o tempo. E não se pode esquecer no dia 14 de Fevereiro, nem se apaga com uma caixa de chocolates em forma de coração. 

Namorar tem de ser aceitar o outro exatamente como ele é. Sem querer mudar a sua forma de vestir, sem querer mudar os seus hábitos, sem querer mudar as suas amizades, sem querer mudar os seus gostos. Porque, quando se gosta de alguém, gosta-se de tudo, com tudo o que isso implica. Com qualidades e com defeitos. 

Mas, quando se tenta mudar o outro (para ficar mais ao nosso jeito) significa que, afinal, não gostamos daquela pessoa. Gostamos de uma, que talvez nem exista, que é muito parecida com aquela, mas que não é aquela. Tem outras características, veste de outra forma, faz outras coisas, tem outros amigos. E quando se percebe isso, é hora de sair de cena e partir para outra. Sem problemas, sem discussões, sem violência, sem stress. 

Namorar é uma coisa deliciosamente boa, quando é com a pessoa certa. É partilhar espaços, momentos, histórias. É falar sem ser preciso emitir sons. É saber o que o outro quer, mesmo quando ele não diz. É sentir que o tempo pára ou que então anda à velocidade da luz. É querer a mão, o braço, o outro. É saber que o outro está sempre, mas sempre lá e que vai estar sempre e para sempre. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

....Namorava-se muito, muito mais e muito melhor. 

10
Fev18

A sala de espera da pediatria é tecnologicamente absurda.

Eu

Infelizmente as otites cruzaram-se no meu caminho e tive de passar a tarde na sala de espera de um hospital. Pessoas a entrar, pessoas a sair, pessoas com ar de estarem francamente doentes, outras nem por isso, tempos de espera absurdos para quem está doente e precisa de ser consultado........Nada novo e nada disto me espantou. Limitei-me a olhar e a observar sem que nada disto fizesse clic na minha cabeça. 

No meio dos olhares perdidos, e quando a impaciência já era alguma, estiquei as pernas, alarguei os horizontes e dei uma espreitadela à sala de espera da pediatria. E foi aí que o clic se fez. 

A lotação não estava esgotada, mas estaria perto do limite. Havia crianças de todas as idades. Os mais pequenos de meses, nos  carrinhos ou ao colo dos pais(?)  e os outros, a partir do ano e meio ou dois anos até aos 12 ou 13. Tirando os bebés, todos, mas todos, estavam a olhar para um tablet ou para um telémovel. Em alguns casos, os filhos (?) a olharem para um e os pais(?) a olharem para outro e noutros casos, os pequenos sentados ao colo, com o telefone na mão. Não havia uma única criança a brincar. Não havia uma única criança a olhar para o vazio. Não havia uma única criança a conversar com os pais(?). 

Absurdo. Não fosse o chorar de um ou outro bebé e o único som que se ouvia na sala era o da bonecada que estava a dar nos inúmeros aparelhometros ligados. 

Pergunto-me se os pais agora já não levam brinquedos na mala. Se já não se anda com o livro de histórias. Se deixaram de se transportar os livros de pintar e os lápis e cor. Se já não se joga à sardinha. 

Aparentemente, parece que não. O tablet e o telemóvel passaram a ser uma espécie de chucha. Qualquer coisa do género "toma e cala-te". Suponho que seja muito mais prático, mas não deixa de ser um bocadinho assustador. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....As crianças só podiam mexer no tablet e no telemóvel depois de saberem brincar, de saberem conversar e de saberem ficar sem fazer nada. 

 

 

09
Fev18

Bom mesmo, era tirarem-se algumas máscaras.

Eu

Já cheira a Carnaval.

Os mais pequenitos já saíram à rua mascarados, as escolas já organizaram os desfiles, em Torres Vedras já andam matrafonas pela rua e, seguramente, em Olhão, em Sesimbra, na Mealhada, em tantas outras cidades, já se terminam os carros alegóricos e já se afinam os passos de samba. 

Acho fantástico. Pelo menos durante alguns dias do ano, nestes três ou quatro, os mais pequenos têm oportunidade de ser  super-heróis, princesas, guerreiros, monstros e os mais crescidos têm oportunidade de vestir uma pele que não é sua e brincar. 

Mas o que eu achava mesmo bom, é que aqueles que andam, o ano todo, mascarados aproveitassem os 3 dias e tirassem a máscara. Isso, mesmo. Mostrassem ao mundo, pelo menos nestes dias, quem são de verdade. Aqueles que se vestem de responsáveis por crianças e instituições e na verdade não o são e não o fazem. Aqueles que se vestem de homens honestos, e na verdade corruptos. Aqueles se vestem de santos e na verdade são pecadores. Aqueles que se vestem de governadores e só desgovernam. Aqueles que se vestem de bons maridos e na verdade são carrascos. 

Esses todos a mais alguns podiam, pelos menos agora, tirar a máscara. Admitiam o disfarce e mostravam ao mundo quem são. Isso é que era bom. Isso é que era coragem. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...As máscaras só eram permitidas no carnaval. 

07
Fev18

Será mesmo assédio?

Eu

Anda na boca do povo. 

De há uns tempos para cá, parece que ninguém se lembra de falar noutra coisa. De repente, parece que toda a gente já foi vitima de assédio sexual, mas ao mesmo tempo, parece que só agora o descobriram. Ou que só agora é que perceberam. Ou que só agora é que lhe deram importância. Ou que só agora é que viram que era errado. 

Não me espanta que aconteça. Sabe-se que há gente capaz de tudo e mais alguma coisa. Sabe-se que, infelizmente, ainda é assim que algumas pessoas funcionam. Sabe-se que em algumas profissões é mais fácil chegar ao lugar que se quer, sorrindo e agradando ao chefe. Sabe-se que há chefes e Chefes e sabe-se que muitos tentam funcionar assim, querendo trocar favores em troca de favores. 

Condeno, mas não me espanta, e não creio que isto seja novidade para alguém.

O que me espanta é que haja gente que permita este tipo de ousadia. E o que me espanta ainda mais é que haja que se sujeite a este tipo de progressões, de favores, de atitudes. Porque há. 

E o que me espanta, é que havendo gente que foi vitima e assédio, em maior ou menor escala, não tenha tido a coragem para levantar a mão e dar dois pares de estalos. (Porque há coisas que se resolvem bem assim). 

Agora, que se ande de dedo no ar, em jeito de "eu também", "eu também", "eu também" sem que essa atitude traga alguma coisa nova, algum benefício, sem que sirva de exemplo, sem que ajude em alguma coisa, parece-me totalmente descabido, despropositado, sem sentido. 

Gostava muito, achava interessante até, que uma das "ilustres personagens" que agora vieram acenar o dedo no ar, dizendo que foram vitimas de assédio, acrescentassem à descrição, o que fizeram. Levantaram e foram embora? Deram o tal par de estalos? Fizeram queixa? Recusaram o trabalho, a oferta, a progressão? Saíram da empresa? 

Ou simplesmente, fingiram que não estavam a perceber, porque interessava o lugar, a posição, o emprego? 

Cá para mim, se a resposta for a ultima, não é assédio, é outra coisa. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...Em casos de assédio, levantava-se a mão, puxava-se o braço para trás e deixava-se ir com toda a força. E depois, se fossem homens ou mulheres a sério, que apresentassem queixa por agressão. 

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