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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

15
Jan18

Abalou, abalou, sacudiu, balançou.

Eu

Estivéssemos em maré de carnaval e podia estar a falar da música, mas não estou. Hoje, o chão balançou e algumas pessoas não ganharam para o susto. 

O abanão desta manhã traz à memória as histórias do ano de 1755 e faz-nos pensar na ideia de que, a sacudidela desse ano se pode voltar a repetir. E isso assusta.

Estaremos preparados para isso?

Hoje não foram registadas vitimas e não houve danos materiais. Mas, e se fosse um bocadinho mais forte, se as coisas não corressem tão bem, se 1755 desse um ar de graça (ou desgraça) em 2018? O sismo de 1755 pode ter tido uma magnitude próxima de 9, bem mais forte que os 4,9 de hoje. Como seria?

Hoje, já se ouviram relatos de sustos e de gente que ficou em pânico. Então e se fosse mais a sério? Não deviam as pessoas estar "treinadas" e "preparadas" para o que desse e viesse? Estando o nosso país numa zona de risco sísmico,não deveria a informação chegar a toda a gente de forma eficaz, de modo a que toda a gente estivesse minimamente preparada em caso de catástrofe? Não deviam ser feitos mais simulacros e os que são feitos não deviam ser levados mais a sério? 

E já agora, não se devia olhar com outros olhos para as ruas que na baixa de Lisboa e, por exemplo, na Ribeira no Porto, são demasiado estreitas e ficarão intransitáveis se o abanão der para deitar casas abaixo? E não se devia pensar em formas de contornar a coisa? 

E não se devia olhar para a forma como estão a ser feitas as recuperações de casas antigas, em que está a ser alterada a estrutura de suporte (porque fica mal ter um pilar a meio da sala ou uma viga na cozinha) e que assim coloca em risco toda a estrutura? 

E não se devia olhar para as portas de acesso, para as saídas de emergência e ver que muitas vezes estão trancadas ou atulhadas de tralha que as faz ficar impossíveis de utilizar? 

Hoje abalou, abalou, sacudiu, balançou, mas ficou-se por isso mesmo. Pode não ser sempre assim. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...."Antes da casa roubada, trancas à porta". A formação de prevenção era obrigatória. 

 

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