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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

18
Abr18

As ilhas, as viagens, os subsídios e os deputados.

Eu

Parece que já vi este filme. Este ou outro parecido a este. 

São deputados. São eleitos para um cargo para o qual concorreram. Sabiam, quando concorreram, onde é que tinham de desempenhar funções e sabiam, suponho eu, onde é que tinham a sua residência. 

Sabiam que o desempenho eficaz desse cargo implicava deslocações a Lisboa e sabiam que, caso fossem eleitos, teriam de as fazer. 

Até aqui parece-me tudo demasiado obvio. 

O que não me parece obvio, aliás, parece-me mesmo pouco claro e demasiado rebuscado para que possa ser entendido pela maioria dos portugueses é, porque é que, em alguma altura deste processo, alguém entendeu que estes senhores tenham direito a um subsidio de mobilidade, com o valor de cerca de 500€ por semana, quer decidam fazer viagens todas as semanas, ou não e, como se já não fosse pouco dinheiro tenham, ainda, o direito a justar a este, mais um outro subsidio para as viagens.  

Ou seja, a viagem pode ser feita ou não que os 500€ por semana estão garantidos. Mas caso a façam, ainda podem requerer um outro subsidio para pagar a viagem. 

E indignaram-se por não poderem (ou não deverem) receber isto tudo. E levantaram a voz. E ameaçam deixar os cargos se a coisa não se mantiver. Ora nem mais. Empregos assim, queríamos todos. 

Pois que vão! Gente desta, que quer usar e abusar dos dinheiros públicos, é o que não falta por aí. 

Gostava de saber o que têm estes senhores a dizer aos milhares de de outros profissionais que para exercerem a sua profissão tiveram de se deslocar da sua residência. (Estou a lembrar-me dos professores, mas existirão muitos mais). 

Num país em que não há dinheiro para rever progressões de carreira, de gente que trabalhou e fez os seus descontos, em que não há dinheiro para aumentar dignamente as reformas mais baixas, em que não há dinheiro para pôr os hospitais a funcionar com o mínimo de condições, em que não há dinheiro para aumentar salários, em que não há dinheiro para tanta coisa básica, não pode haver dinheiro para pagar viagens que não são feitas e muito menos, para o duplicar o seu pagamento, quando são. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

... Acabavam estes benefícios. Sabem ao que vão e para onde vão quando se candidatam e por isso, só concorre quem quer. (Se o meu vencimento tem de chegar para mim, o deles tem de chegar para eles). 

 

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