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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

19
Dez17

Calendários solidários. Aí estão eles.

Eu

A aproximação do Natal faz desenvolver, ou desabrochar, nas pessoas sentimentos que andam, muitas vezes, ocultos durante o ano. Menos mal, antes uma vez no ano do que nunca. 

Este ano estão de volta os calendários solidários. E são vários. Podemos escolher entre o calendário da Associação Académica da Universidade do Minho, o do grupo de agricultores de Barcelos, o dos Bombeiros Sapadores de Setúbal,  o dos pastores da Serra da Estrela e por aí fora. 

A ideia é gira e é de louvar. Ajudar o outro, seja de que maneira for, é sempre um ato digno de mérito. 

Só há um pequeno pormenor que me deixa com menos entusiasmo com a ideia. Porque motivo é que os calendários solidários insistem em ter imagens de gente com pouca roupa? A atletas da Universidade do Minho "despiram-se por uma boa causa". Os bombeiros tiraram a farda, suponho que também pelo mesmo motivo. Os agricultores despiram a camisa. Até os pastores se sujeitaram ao frio para fazer as imagens. 

Não há necessidade, acho eu. A Universidade do Minho deve ter milhares de boas imagens para fazer um calendário. Os bombeiros devem ter outras tantas. Aliás, muito boas imagens se tornaram virais este ano. Os agricultores, os pastores, e todos os outras pessoas que deram o seu tempo e a sua imagem para construir  o tal calendário terão, certamente, muitas imagens boas sem terem de se despir. 

É apenas uma opinião e por isso, vale o que vale. Mas talvez fosse interessante escolher outras imagens, outras paisagens, outros cenários. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Aproveitavam-se as imagens da ciência ou das investigações das universidades. Escolhiam-se imagens das paisagens, das dores, dos sofrimentos, das vitórias, dos bombeiros. Fotografavam-se as cores e os cheiros dos terrenos e as mãos, a roupa, os sapatos, as marcas da vida dos agricultores. Registavam-se as vidas e as montanhas dos pastores. E disto tudo poderiam sair calendários solidários. 

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