Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

21
Mar18

E se a escola fosse só para ensinar?

Eu

Não falo nas de euro, porque essas ainda vão dando jeito, estou a falar nas notas (classificações) dadas, pelos professores, aos alunos, no final de cada período. 

Agora que as aulas estão a chegar ao fim começa a preocupação com as notas. Alunos de um lado, professores do outro. 

Os professores, porque têm de avaliar. E, embora haja quem ache que sim, a tarefa de avaliar não é nada fácil. São muitos papeis para preencher, são muitas tabelas para fazer, são muitos critérios para cumprir e depois, ainda falta a parte pior, que é ter de atribuir uma nota a um aluno que se sabia que podia dar muito mais, mas não deu, que se sabia que podia ter feito muito melhor, mas não fez. Às vezes, que se sabia que merecia mais, mas o "afunilamento" dos critérios, não deixa. 

Os alunos, porque sentem que o seu trabalho está reduzido a um número que nem sempre faz jus aquilo que envolve. Porque muitas vezes trabalharam muito, mas o teste (que leva sempre a fatia mais gorda nos critérios de avaliação) correu mal. Porque esperam, muitas vezes, que o professor faça o tal milagre que eles não conseguiram fazer durante as aulas. 

E ainda há os pais. Esses querem sempre ter o filho "quadro de mérito". Querem as boas notas. Querem o melhor. E esquecem-se muitas vezes de ver os progressos, as dificuldades, as evoluções, os problemas, as falhas e as faltas. E cobram! 

(Lembrei-me de uma coisa. Já algum pai, ou outro alguém, fez o exercício de pensar, como seria, se tivesse de estar sentado e atento durante uma aula de 135 minutos de Biologia? E se depois dessa aula, lhe dessem um intervalo de 15 minutos, para entrar novamente para mais 135 minutos, desta vez de Física e Química A? Imaginem....)

Para mim, o ideal era não haver notas. Havia avaliação dos alunos, havia uma resposta sobre a sua evolução e os aspetos a melhorar, mas acabavam-se, de vez, com as notas. Porque ninguém merece ver o seu trabalho, seja ele muito ou pouco, reduzido a um número. Não, quando se tem 11, 12 ou 15 anos. 

Nestas idades, é preciso ensinar a crescer. É preciso ensinar a fazer mais e melhor. É preciso evoluir e saber quando é que se pode evoluir e de que forma!

Os jovens precisam de saber identificar quando já chega e quando ainda é preciso fazer mais, mas só isso. Sem escalas e sem números. 

Os professores precisam de ter tempo para o que realmente interessa, que é ensinar e ensinar bem. Que é trabalhar por prazer e não por obrigação. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

..... Nem notas, nem testes, nem quadros de mérito. As escolas seriam locais para APRENDER, porque tanto os alunos como os professores sabem quem é capaz e quem não é, sem ser preciso reduzir tudo a uma folha de notas. 

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D