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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

14
Mai18

Fui a Belém e ... Socorro! Quero fazer xixi!

Eu

Lisboa está na moda. Há acontecimentos a toda a hora e por todo o lado. Há gente, muita gente.  

Este fim de semana o Sol deu um ar da sua graça e os jardins de Belém animara-se e receberam o Festival Thai e já se preparam para, no próximo fim de semana, receberem o festival da Máscara Ibérica. Festa é o que não falta, e não faltam, também, as barraquinhas de vendas, as barraquinhas de promoção e demonstração de atividades, de usos e costumes e as barraquinhas de comes e bebes. 

Aparentemente estão reunidas as condições para receber centenas de pessoas e para fazer a festa em grande.

Mas, este fim de semana, deparei-me com uma situação quase absurda. Uma coisa é pensar na festa, outra é organizar a festa, outra é esperar que venha gente, muita gente, e outra devia ser pensar onde é que esta gente vai se a bexiga apertar. Se for necessário lavar as mãos de uma criança que entretanto se lambuzou num prato de comida ou num gelado. Se for necessário trocar uma fralda. Se a comida deu a volta ao estômago e é hora de despejar o intestino. 

Não há, naquele espaço todo que são os jardins de Belém, uma casa de banho pública. Ou melhor, haver há, junto ao MAAT, mas está fechada, aparentemente em obras. 

Pergunto: Organizam-se festas e festivais e não se pensa nas necessidades básicas das centenas de pessoas que por lá irão passar? 

Este fim de semana, depois de estar quase a andar aos pulinhos, porque a cerveja faz destas coisas e a bexiga enche rápido, restou-me a mesma solução que a algumas dezenas de pessoas. Ir até ao MacDonalds e, como quem não quer a coisa, ficar na fila para a casa de banho. Felizmente, as pessoas que estavam a almoçar não se importaram de partilhar o espaço com uma fila (enorme) de gente que só queria ir à casa de banho. Felizmente, os empregados do MacDonalds não se importaram que houvesse muito mais gente a usar o espaço do que os que eram afetivamente clientes (apesar de na porta haver um aviso que referia que o uso dos WC era exclusivo para os clientes). Felizmente ninguém se importou, mas não era suposto que assim fosse. 

Não seria já altura para a construção de sanitários públicos? Não seria já hora de começar as coisas pelos pés antes de se querer fazer o resto do corpo? 

Será que o número de pessoas que visita Belém e que passeia pelos jardins não justifica a sua construção?

 

Se Eu Mandasse Nisto...

...pensavam-se as coisas pelo inicio. É tudo muito bonito mas estamos a falhar no essencial. 

 

(Da próxima vez, acho que dou uns passinhos mais à frente e vou até ao Palácio de Belém perguntar se posso fazer xixi por lá. Simpático como é, o Senhor Presidente não se deve importar e diz-me o meu sexto sentido (e o meu nariz apurado) que o cheiro  das casas de banho deve bem mais agradavel do que as do MacDonalds.)

 

 

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