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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

10
Nov17

Legalização da prostituição. Para quando?

Eu

Existe à vista de todos. Há oferta e há procura. Movimenta gente e move dinheiro. O que é que falta, e que é preciso, para que se lhe dê um pouco de dignididade, e se transforme a mais antiga profissão do mundo, numa profissão de verdade? Com locais apropriados de trabalho, com higiene, com segurança, com rendimentos declarados, com impostos para pagar, com tudo a que tem direito. 

 

Dizem as notícias que o SEF fechou hoje "um dos mais antigos prostíbulos de Lisboa". Lá dentro encontraram umas quantas mulheres, algumas estrangeiras outras portuguesas, alguns clientes e as gerentes do negócio. Não se sabe em que condições estavam, quais eram as regras do negócio (quanto ganhavam e quanto davam a ganhar) nem quantas horas de trabalho faziam. Mas sabe-se que estavam lá, que a casa existia,que os anúncios correspondiam à verdade. 

Então, não podemos continuar a virar a cara, a fechar os olhos e a fingir que não existe. Basta folhear os classificados de alguns jornais, cruzar algumas (famosas) estradas, percorrer algumas ruas. Existe e existe à vista de toda a gente. E se existe, e se não se vai conseguir fazer com que deixe de existir, então porque não fazer o que deve ser feito: Legalizar. 

Porque quem o faz vai continuar a fazer mas de uma forma mais segura, mais limpa, com mais dignidade e com maior dever cívico e quem procura, vai continuar a procurar, mas com a garantia de que há controlo médico, de que há segurança, e de que há liberdade para o fazer. 

Algumas cidades europeias já o fizeram e, ao que me parece, tudo funciona bem. O Red Light District em Amsterdão é um bom exemplo de que é possível, de que é viável e de que não traz problemas de maior. 

Vai quem quer, quando quer, com quem quer. E assume-me que existe. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

.... era para já. Para que se evitem situações como a de hoje, para que não se esteja, ainda que de forma indireta, a contribuir para a clandestinidade. 

 

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