Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

07
Nov17

O pai não pode ser o padre

Eu

Assumir a paternidade de um filho é o mínimo que se pode esperar de um homem que é homem. Agora, desta vez, o caso é um bocadinho mais complicado, porque o homem é homem, mas também é padre.

O padre da paróquia do Monte, no Funchal, assumiu a paternidade de uma criança, nascida em Agosto, fruto de uma relação com uma antiga colega sua de escola. Assumiu, e não fez mais do que a sua obrigação, mas agora, quer-me parecer, que está a virar o bico ao prego. 

Se a igreja católica impõe um regime celibatário aos seus sacerdotes significa que, a menos que a criança tenha sido concebida à imagem de Jesus Cristo, de forma divina, o padre já falhou. E se falhou com a igreja, não pode, agora, falhar com a criança.

O bispo do Funchal, que ao inicio fingiu que não via, nem ouvia (coisa que são especialistas a fazer, quando a conversa não lhes agrada)  já veio, agora, dizer que não lhe será permitida uma vida dupla. Mas ao optar pela igreja estará, a meu ver, a renunciar à filha que acabou de assumir. 

Então temos homem ou não temos? Temos pai ou não temos? 

É que se não lhe for permitida a vida dupla, a criança crescerá apenas entregue aos cuidados da mãe, como se não tivesse pai. Ou será que o padre será "libertado de funções" ocasionalmente para assumir o seu papel?

Então e quando for dia do pai, a criança dá o presente que fez na escola, ao pai ou ao padre? 

 

Então a igreja que se diz defensora das familias, aceita que um seu padre, escolha entre a vocação e a filha, sendo-lhe permitido optar pela vocação? Se a sua vocação é afinal a igreja e o celibato, não devia ter pensado nisso antes? Não sabia o que estava fazer? 

Há caminhos que não têm bifurcação, não têm opção. Nesta altura não pode haver escolha! Nem pode continuar no altar a dizer a missa, como se tivesse apenas tropeçado numa pedra da calçada e agora estivesse a continuar o caminho. Nem os crentes podem apoiar o padre numa situação destas. Podem apoiar o homem, mas não o padre, porque o padre falhou com a sua igreja e com as suas obrigações. 

 

Concorde-se ou não com as leis da igreja, da forma como elas estão escritas atualmente, o pai tem de ser Pai, não pode ser Padre. Nem pode escolher entre uma coisa e outra. 

 

Se Eu Mandasse Nisto....

.....o papa convocava os bispos, que por sua fez convocariam os padres, para uma reunião gigante, onde iriam olhar para a realidade de forma diferente. Talvez seja hora de rever regras e leis. Existirão muitos homens capazes de serem padres, e há muitos padres que querem ser homens. 

 

 

5 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D