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Se eu mandasse nisto

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se o mundo anda ao contrário, se as pessoas andam com as ideias trocadas, se as prioridades andam invertidas, se os deuses andam loucos, haja alguém para mandar nisto, por favor.

Se eu mandasse nisto

16
Dez17

Os festivais infantis são uma animação para os pais

Eu

Chega a altura de Natal e chegam também as mais de mil ofertas de atividades para fazer com as crianças. É circo num lado, festivais e espetáculos no outro, são as visitas às mil casas do Pai Natal, são encenações de luz e som, é um mundo. 

Hoje, em Lisboa, foi dia de Panda e Caricas - O musical. (Quem tem em casa gente com menos de um metro de altura sabe do que falo, e quem não tem, pode dar graças aos céus por não saber do que se trata).

Bem, até aqui, tudo normal. Um espetáculo para gente miúda, uns personagens que aparecem na televisão, um boneco bonacheirão e simpático e, às 18h já a romaria das famílias em direção à praça de touros - o acontecimento foi no Campo Pequeno -  fazia parar o trânsito. Uma animação. Nunca aquela arena deve ter tido tanta gente de palmo e meio. 

O que me espantou não foi a quantidade de gente que se dirigia para ali. Nem a quantidade de miúdos. Nem mesmo a quantidade de vendedores de balões que estavam nas entradas. O que me espantou foi ver casais a dirigirem-se para a festa, com miúdos ainda bebés. Sim, de colo. Com meses. Pequeninos de verdade. 

Confesso que fiquei com as ideias baralhadas. Se é verdade que aos 4 ou 5 anos os pequeno pedem para ir, com meses ninguém pede nada a não ser que se lhes satisfaça as necessidades básicas. Com meses ninguém percebe se viu ou não o Panda, quanto mais os Caricas. Com meses, nenhuma criança aproveita um espetáculo onde o nível de decibéis é, seguramente, superior aquilo que deviam ouvir. Com meses, ao fim do dia, com pouco mais de 10 graus na rua, as crianças devem estar em casa. 

Ora, tal facto, levou-me a concluir que afinal de contas, há gente grande que também quer e gosta de ir a estes festivais ou musicais ou o que quer que sejam. Resultado, quer-me parecer que no fim das contas, estas coisas são é uma animação para os pais. E, como os pais querem ir, os filhos não têm outro remédio. 

 

Se Eu Mandasse Nisto...

....Havia um limite mínimo de idade para estes (e outros) espetáculos. Porque as crianças não têm culpa de ter pais sem juízo. 

 

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